quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009 - ARES


Marte e Vênus

A aliança entre a guerra e o amor, entre a força e a beleza, é uma idéia inteiramente conforme ao espírito grego. Apesar de brutalíssimo, não pôde Marte resistir a Vênus que o subjuga e domina com um sinal: da união de Marte e Vênus nasceu Harmonia. Vários monumentos antigos, notadamente o famoso grupo do museu de Florença e o do museu Capitolino, reproduzem essa ligação que também se vê em pedras gravadas.
Os romanos gostavam de fazer-se representar com suas mulheres, e usando os atributos de Marte e Vênus; era uma alusão à coragem do homem e à beleza da mulher. Aliás, os romanos consideravam Marte e Vênus autores da sua raça, e durante a época imperial, dava-se freqüentemente aos deuses a feição dos imperadores. Assim é que temos no Louvre um grupo, cuja personagem masculina parece ser Adriano ou Marco Aurélio, e que representa Marte ao lado de Vênus. Mas a imperatriz está vestida. Vários arqueólogos pensam que a Vênus de Milo estava ao lado da estátua de Marte. A arte dos últimos séculos ligou igualmente as duas divindades e, num encantador quadro do Louvre, le Poussin nos mostra o deus da guerra, esquecido dos seus atributos e do seu papel, sorrindo para a deusa, enquanto os cupidos brincam tranqüilamente com as armas, no meio de risonha paisagem.
Marte e Vênus eram apaixonados e rolava uma atração muito grande entre eles, e assim apesar do perigo de serem descobertos não resistiam e se encontravam para saciar a sua sede mútua. O Sol, Apolo, o deus que tudo via, contou a Vulcano que sua mulher o traía. Este confeccionou uma rede de ouro invisível e armou uma armadilha para os amantes. Quando foram consumar mais uma vez o adultério, Vênus e Marte ficaram aprisionados ao leito, e Vulcano trouxe todos os deuses para observar a vergonha da Vênus.
Ao serem libertados, Vênus esperava que Marte assumisse o seu amor e mesmo expulsos do Olimpo fossem vagar pelos cantos da terra juntos. Porém Marte frustou a deusa abandonando-a.
Vênus, transformando seu amor em ódio, rogou uma praga para que Marte se apaixonasse por todas mulheres que visse, tornando-se assim um deus constantemente apaixonado, mas abandonador. Sendo seduzido, gostando, amando, mas perturbado, tendo que deixar, abandonar. A primeira mulher que encontrou e se apaixonou foi Aurora esposa de Astreu.
Encontramos neste mito o Arquétipo do masculino e do feminino. A mulher sempre desejando ser amada mesmo diante de situações mais difíceis, enquanto o homem não consegue assumir o amor que sente, procurando afogar suas paixões se entregando a outras.
Mais detalhes em:
http://www.mundodosfilosofos.com.br/marte.htm

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