SOLITUDE!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
como acabou o livro?
Sempre que leio um livro que gosto é assim... começo devorando-o, muitas paginas em um unico dia, em pé, no onibus, tomando café... Bom, ai me familiarizo com as personagens e passo a conviver com elas: se o seu ritmo é intenso, eu avanço na leitura, percorro e atropelo as palavras, deduzo frases e lambo as orelhas das paginas com os dedos quase que ininterruptamente. Mas se relaxam... eu repouso os olhos vagarosamente entre as linhas e... adormeço.
Conforme a intimidade aumenta passo a jogar com elas: um dia sem ler, pra sentir saudades... duas paginas no outro podem causar uma certa ansiedade. Apenas algumas linhas servem para demonstrar um tanto de indiferença, e o abandono por quase uma semana é puramente pra tentar provar que ainda sou independente!(?)
Ah... mas quando o lado de la do livro começa a ficar muito menor do que o lado de ca... bate um aperto... o fato é: o fim é inevitavel! O jeito é ir se preparando pra se despedir da narrativa, do cheiro, da textura, da cor, da voz... e encarar o vazio que aquele espaço vai ocupar aonde ele costumava ficar sedutoramente repousado...
ps. e a minha personagem 'terminou' assim:
" Quantos anos precisarei para digerir o México? Quantas vidas devia viver para compreende-lo? Mas um consolo me resta e basta. Nao preciso nem de mais um minuto para ama-lo."
Erico Verissimo, Mexico Historia Duma Viagem
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Lino e a Mantiqueira...

mainha e a rainha das aguas
Mainha é nascida e criada no morro. Tem duas filhas maravilhosas, perdeu o marido que nunca foi só seu de uma parada cardiaca fulminante. Ja faz muito que transformou a maior parte da sua casa em uma escolinha para a vizinhança e se dedica o dia todo à creche da prefeitura que fica no pé do Conceição.
O morro é da conceição. O dia 08 de Iemanjá. A lembrança de subir esse morro pra encostar na majestosa santa das águas com ela é uma deliciosa e sinestesica recordaçao que faço ano a ano nesse dia...infinitamente!
sábado, 5 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Roda moinho, roda peao
México, História Duma Viagem
Nem tentarei dar uma idéia de tudo que me foi trazido à mente...
Tops X 10, por Ray e Charles Eames
terça-feira, 13 de outubro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
galinha-do-mato
no ramo da arvore com medo do chao. Mas nos ramos mais baixos com medo de cair!
domingo, 6 de setembro de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
à procura de milagres
saudades de Seu Zé Maria, Dona Vitoria, Vitorinha e irmaos. Saudades do Leo, cantando ao leu para a lua. Saudades daquela lua de novela que torturava nossos coraçoezinhos apaixonados. Di Ritinha e seus inumeros inquilinos.
agora tudo o que restou sao ecos de vozes que ficaram presos na sua carcaça de despedaçantes argamassas e sinuosas paredes de concreto e cimento. Ruindo devagar, abocanhada lentamente pelas ondas enferrujantes de sal e pela umidade verde dos fungos.
Silenciosamente...
terça-feira, 21 de julho de 2009
enquanto isso em algum lugar di Olinda...
segunda-feira, 13 de julho de 2009
O fio da vida e começo das coisas
É assim como um cajueiro, um pau velho e bom, quando dá sombra e cajus inchados de sumo e os troncos grossos, tortos, recurvados, misturam-se, crescem uns para cima dos outros, nascem-lhes filhotes mais novos, estes fabricam uma teia de aranha em cima dos mais grossos e aí é que as folhas, largas e verdes, ficam depois colocadas, parece são moscas mexendo-se, presas, o vento é que faz. E os frutos vermelhos e amarelos são bocados de sol pendurados. As pessoas passam lá, não lhe ligam, vêem-lhe ali anos e anos, bebem o fresco da sombra, comem o madura das frutas, os monandengues (crianças) roubam as folhas a nascer para ferras as suas linhas de pescar e ninguém pensa: como começou esse pau? Olhem-lhe bem, tirem as folhas todas: o pau vive. Quem sabe diz o sol dá-lhe comida por ali, mas o pau vive sem as folhas. Suba, nele, partam-lhe os paus novos, aqueles em vê, bons para pau-de-fisga, cortem-lhe mesmo todos: a árvore vive sempre com os outros grossos filhos dos troncos mais-velhos agarrados ao pai gordo e espetado na terra. Fiquem malucos, chamem o tractor ou arranjem as catanas, cortem, serrem, partam, tirem todos o s filhos grossos do tronco-pai e depois saiam embora, satisfeitos: o pau de cajus acabou, descobriram o princípio dele. Mas chove a chuva, vem o calor, e um dia de manhã quando vocês passam no caminho do cajueiro, uns verdes pequenos e envergonhados estão espreitar em todos os lados, em cima do bocado grosso, do tronco-pai. E se nessa hora, com a vossa raiva toda de não lhe encontrarem o princípio, vocês vêm e cortam, rasgam, derrubam, arrancam-lhe pela raiz, tiram todas as raízes, sacodem-lhes, destroem, secam, queimam-lhes mesmo e vêem tudo fugir para o ar feito fumos, preto, cinzento-escuro, cinzento-rola, cinzento-sujo, branco, cor de marfim, não adiantem ficar vaidosos com a mania que partiram o fio da vida, descobriram o princípio do cajueiro... Sentem perto do fogo da fogueira ou na mesa de tábua de caixote, em frente do candeeiro; deixem cair a cabeça no balcão da quitanda, cheia do peso do vinho, ou encham o peito de sal do mar que vem no vento; pensem só uma vez, um momento, um pequeno bocado, no cajueiro. Então, em vez de continuar descer no caminho da raiz à procura do princípio, deixem o pensamento correr no fim, no fruto, que é outro princípio, e vão dar de encontro aí com a castanha, ela já rasgou a pele seca e escura e as metades verdades abrem como um feijão e um pequeno pau está a nascer debaixo da terra com beijos de chuva. O fio da vida não foi partido. Mais ainda: se querem outra vez voltar no fundo da terra pelo caminho da raiz, na vossa cabeça vai aparecer a castanha antiga, mãe escondida desse pau de cajus que derrubaram mas filha enterrada doutro pau. Nessa hora o trabalho tem de ser o mesmo: derrubar outro cajueiro e outro e outro... É assim o fio da vida. Mas as pessoas que lhe vivem não podem ainda fugir sempre para trás, derrubando os cajueiros todos; nem correr sempre muito já na frente, fazendo nascer mais paus de cajus. É preciso dizer um princípio que se escolhe: costuma se começar para ser mais fácil, na raiz dos paus, na raiz das coisas, na raiz dos casos, das conversas.
José Luandino Vieira, em Luuanda
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Em uma distante formosa ilha bahiana...
segunda-feira, 6 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
TODOS EMIGRAM
Com seus pássaros
ou a lembrança de seus pássaros,
com seus filhos
ou a lembrança de seus filhos,
com seu povo
ou a lembrança de seu povo,
todos emigram.
De uma quadra a outra
do tempo,
de uma praia a outra
do Atlântico,
de uma serra a outra
das cordilheiras,
todos emigram.
Para o corpo de Berenice
ou o coração de Wall Street,
para o último templo
ou a primeira dose de tóxico,
para dentro de si
ou para todos, para sempre
todos emigram.
Alberto da Cunha Melo
domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Mas e se esquecer a camera digital??
é, datashow! mostra no datashow! show...
terça-feira, 23 de junho de 2009
Em busca do "amarelo-torrado" do menino Ondjaki
"...Era cedo mesmo, o sol já tinha nascido mas ainda se podia olhar aquele amarelo bruto e forte que não se pode afinal olhar. Eu gosto muito mais do amarelo-torrado que aparece no fim da tarde, mas não nos últimos minutinhos antes de o sol mergulhar, ai já é amarelo a fugir para laranja quase encarnado. É antes disso. O amarelo-torrado é uma cor que aparece muito rapidamente e que não se pode demorar muito para se entender que já aconteceu. Mas há um segredo: o amarelo-torrado, às vezes, também aparece nos meus sonhos."

Sequencia de fotos em Roatan, Honduras, 2006
Ondjaki, AvoDezanove e o segredo soviético
domingo, 21 de junho de 2009
Metade da melanina e a melanina toda!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
In love with
E viva o prazer
De estar gostando de viver
Viva o oxigênio
Que invade o nariz
E faz a gente ser feliz
Viva a natureza
Deusa da beleza
Mãe das coisas que são boas
Viva a harmonia
O beijo na boca
E quem sabe fazer amor
Viva a alegria
E viva o prazer
De estar gostando de viver
Viva a maravilha
Que somos eu e tu
E viva o rabo do tatu
segunda-feira, 8 de junho de 2009
“Há gente que nasce longe de casa”
Num aeroporto afectado pela “crise”, eu deveria efectuar um voo de conexão e tentava explicar o óbvio: Minha senhora, repare que eu já tenho cartão de embarque, não preciso de vir para esta fila.
- Se lhe disseram para vir para esta fila, é porque tem de vir – nesse diálogo de surdos, a funcionária voltou-me as costas, sem me dar tempo a replicar.
Meia hora decorrida e muita impaciência acumulada, cheguei ao balcão. Mostrei o cartão de embarque: “O senhor não precisava de vir aqui para esta fila. E, agora, já fechou o chek in do seu voo – disse-me, sem me olhar. Telefonou, teclou, entregou-me um novo cartão de embarque para um voo que partiria três horas depois. Cabisbaixa, disse-me: Foi o máximo que pude fazer… Em silêncio, afastei-me.
Enquanto aguardei o tardio voo, observei os passos em volta: gente cochilando, gente reclamando, gente apática, ou resignada, tal como eu… Tive tempo suficiente para meditar, transgredindo a ordem do superficial” e concluir que, nos grandes aglomerados humanos, as pessoas se submetem a uma forçada convivência, toleram o outro sem o aceitar, suportam um “aturai-vos uns aos outros” num incómodo mal disfarçado.
La Rochelle disse que “a cidade não é a solidão porque a cidade aniquila tudo quanto povoa a solidão – a cidade é o vazio”. Isso mesmo: um vazio com raízes que eu busco esclarecer. Inevitavelmente, a minha cultura profissional isolou as raízes de uma instituição geradora de vazios: chamou a Escola à colação. As escolas onde as funcionárias do aeroporto e os seus clientes se formaram eram arquipélagos de solidões povoados por rituais vazios de significado.
Educar é assumir responsabilidade social, solidarizar-se eticamente. Somos marcados pela incompletude, geneticamente sociais e geneticamente históricos, porque, como diria Walon ou Freire, criamos vínculos. A arte de conviver (viver com) exige uma atitude de abertura, o reconhecimento do outro e o respeito pela pessoa do outro. Mas onde se poderá aprender essa arte? Na Escola? Na Família? Na televisão? Na internet?
A Educação do Homem percorre caminhos sinuosos. Antes de ser escolarizada, a criança já esteve passivamente exposta a muitos milhares de horas de televisão, sem agir criticamente sobre as mensagens, sem discernimento para se proteger de programações imbecis. Forma-se o solitário adulto espectador no vazio da indiferença: “Militares americanos bombardearam uma aldeia afegã. As bombas visavam matar talibans, mas assassinaram crianças. Para os militares o raid aéreo foi um sucesso, fundamentando: “Quem nos garante que esses meninos não viriam ser perigosos talibans?”
O Sartre estava certo de que, se não somos responsáveis pelo que fizeram de nós, somos responsáveis por aquilo que fizermos com aquilo que fizeram de nós. E eu opto por pensar nos professores que eu conheço, que já vão trocando uma profissão solitária por uma profissão solidária.
E não se trata de uma mera troca de uma consoante por outra consoante. Trata-se de uma profunda mudança cultural. O primeiro passo dessa reconversão consiste em os professores se sentarem à volta de uma mesa, ou na relva de um parque, para se transformarem numa equipe. Um projecto faz-se com pessoas, privilegiando laços afectivos. Com pessoas conciliadas consigo e com os seus pares. Com esta reconfortante reflexão, aquieto-me.
E o tempo de espera pelo voo fica mais breve, mais suportável. Embora saiba que ainda há muita gente distante de si própria! Como diria a Maria, “às vezes, há gente que nasce longe de casa...”
terça-feira, 2 de junho de 2009
é preciso ser desprendido! muito desprendido...
segunda-feira, 1 de junho de 2009
tuc tuc
Bom, ao menos voce tem a sorte de ainda nao ter avistado nenhum "tuc tuc" atravessando o seu caminho...

A América central ja nao pode dizer o mesmo! Aperte os cintos (que cintos?), feche o vidros (vidros???), segure-se (atente para o "puta que pariu" na lateral do veiculo) e cuidado para nao colidir com as centenas de milhares desses pontinhos vermelhos que transitam pelas ruas e, pasmem(!), pelas ESTRADAS de diversas cidades nicaraguenses, guatelmatecas, "chiapanas"!!!
ps: hummmm, nao me recordo, nao sei se nao reparei, mas nao me lembro se isso ai tinha buzina...
Ar, fogo, agua e terra

sexta-feira, 29 de maio de 2009
A vida sob alta pressao!
Mas o mergulho mais bonito nao foi esse nao... foi o que começou nessa margem de uma das praias turisticas da ilha... com equipamento basico e sem muitas pretensoes...!você viaja para reencontrar o seu futuro?
- É noite, estamos sentados nas escadarias do seu palácio, inspire um pouco de vento – respondeu Marco Pólo. – Qualquer país que as minhas palavras evoquem será visto de um observatório como o seu, ainda que no lugar do palácio real exista uma aldeia de palafitas e a brisa traga um odor de estuário lamacento.
- O meu olhar é de quem está absorto e medita, admito. Mas e o seu? Você atravessa arquipélagos, tundras, cadeias de montanhas. Seria melhor nem sair daqui.
O veneziano sabia que, quando Kublai discutia, era para seguir melhor o fio de sua argumentação; e que as suas respostas e objeções encontravam lugar num discurso que ocorria por conta própria na cabeça do Grande Khan. Ou seja, entre eles não havia diferença se questões e soluções eram enunciadas em alta voz ou se cada um dos dois continuava a meditar em silêncio. De fato, estavam mudos, os olhos entreabertos, acomodados em almofadas, balançando nas redes, fumando longos cachimbos de âmbar.
Marco Pólo imaginava responder (ou Kublai imaginava a sua resposta) que, quanto mais se perdia em bairros desconhecidos de cidades distantes, melhor compreendia as outras cidades que havia atravessado para chegar até lá, e reconstituía as etapas de suas viagens, e aprendia a conhecer o porto de onde havia zarpado, e os lugares familiares de sua juventude, e os arredores da casa, e uma pracinha de Veneza em que corria quando era criança.
Neste ponto, Kublai Khan o interrompia ou imaginava interrompê-lo ou Marco Pólo imaginava ser interrompido com uma pergunta como:
- Você avança com a cabeça voltada para trás? – ou então: - O que você vê está sempre às suas costas? – ou melhor: - A sua viagem só se dá no passado?
Tudo isto para que Marco Pólo pudesse explicar ou imaginar explicar ou ser imaginado explicando ou finalmente conseguir explicar a si mesmo que aquilo que ele procurava estava diante de si, e, mesmo que se tratasse do passado, era um passado que mudava à medida que ele prosseguia a sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, não o passado recente a qual cada dia que passa acrescenta um dia, mas um passado mais remoto. Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir: a surpresa daquilo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos.
Marco entra numa cidade; vê alguém numa praça que vive uma vida ou um instante que poderiam ser seus; ele podia estar no lugar daquele homem se tivesse parado no tempo tanto tempo atrás, ou então se tanto tempo atrás numa encruzilhada tivesse tomado uma estrada em vez de outra e depois de uma longa viagem se encontrasse no lugar daquele homem e naquela praça. Agora, desse passado real ou hipotético, ele está excluído; não pode parar; deve prosseguir até uma outra cidade em que outro passado aguarda por ele, ou algo que talvez fosse um possível futuro e que agora é o presente de uma outra pessoa. Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.
- Você viaja para reviver o seu passado? – era, a esta altura, a pergunta do Khan, que também podia ser formulada da seguinte maneira: - você viaja para reencontrar o seu futuro?
E a resposta de Marco:
- Os outros lugares são espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá.”
As Cidades Invisíveis – ítalo Calvino
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Eles falando de fisiologia e eu subindo as montanhas!
Subimos a praticamente 5000 metros acima do nível do mar! Que frio! Que lindo! Perdi o fôlego, mas não foi pelo "mal de altitude" não, foi de emoção mesmo! Paisagens sem fôlego também, tipo essa daqui de baixo:
Vale a pena ir até Mérida e fazer o passeio de teleférico... vale muuuuito à pena!
Los Páramos, Venezuela, abril de 2006
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Meu Deus!
...mas ai chegou este e-mail de um amigo... (nao por coincidencia de origem uruguaia) e entao resolvi reproduzir o proprio e-mail dele aqui!
Nao vou reproduzi-lo inteiro, é muito grande, mas a parte do seu protesto. Lembrando que ha dois posts neste blog sobre Benedetti... um maravilhoso escritor uruguaio que "me seduziu" la na Costa Rica através do talento sensivel de um jovem artista, que por sua vez se reconciliou com seu pai através do mesmo escritor, poeta...este mesmo que agora nos deixa...
O e-mail:
Encaminho a vcs um pouco da vida de uma pessoa que sem dúvida fez muito mais pela humanidade que todos os notáveis de plantão. Reparem nas fotos e nos fatos e que neste terceiro mundo que vivemos nunca temos a devida atenção com nada. Benedetti tinha uma vida simples, fogão de duas bocas, num país simples. Quem conhece o Uruguai sabe o que digo. No Brasil, sua morte não passou de algumas notas de rodapés. Se fosse algum pagodeiro ou algum famoso latino-americanos, teríamos manchetes garrafais. Lamento muito esse vazio cultural que nos rodeia.
abs literários
Pipo Benedetti
EL 'DESEXILIO' «El exilio es el aprendizaje de la vergüenza. El desexilio, una provincia de la melancolía».Benedetti consiguió regresar a Uruguay en 1985. «El país había cambiado después de diez años de dictadura, pero yo también, después de 12 años domiciliado en cuatro países tan distintos. De los gobiernos no se aprende nada, pero de la gente de la calle yo aprendí mucho y entonces volví diferente, más maduro, otra persona, aunque siempre con el arraigo de mi ciudad». (Foto: 'Poemas revelados')
terça-feira, 19 de maio de 2009
Gabi, vamos pirar???
Eu aqui, fiquei pensando: alguém mais piraria com isso:
2008, durante uma certa palestra na Semana de Educaçao, a filosofa carioca filosofafa...
"...Nietzsche, por outro lado, rompe com esta lógica em seus discursos e diz com uma frase “Torna-se quem és, ou torna-se quem se é”. Assim, não há mais sujeito. Cada um é um feixe de sensações, afetos, vivências e que se organizam de forma momentânea. “Tornar-se quem és” é a finalidade (trabalha com a idéia de finalidade), o fim do processo e assim não há mais o sujeito, o substrato. As pessoas são múltiplas – multiplicidade - e vão se configurando nos seus mais diversos encontros. Não há como separar o que é circunstancial do que é essencial. Em cada momento cada um é uma resultante de vários processos. Não existe um “agora sou” e sim sensações do ser que variam ao longo da trajetória da vida. Não há condições de se conhecer, o “quem eu sou” está sempre em aberto. E os acontecimentos passados podem ser reinterpretados o tempo todo. Com esta concepção Nietzsche traz a idéia de transformação como um processo cuja finalidade é o mote condutor e não um fim de fato...."
Poxa, legal isso! Anotei!
2000, enquanto Boal pensava a sua biografia em vida, escrevia:
"Essa história já contei duas vezes, no Teatro do oprimido e no Arco-íris do desejo. Não vou contar mais uma terceira, vou comentar.
Curioso: em cada um desses livros, conto a mesma história de uma maneira diferente, o que me conforta na certeza de que os processos psíquicos da memória e da imaginação são indissociáveis – ninguém lembra sem imaginar, ninguém imagina sem lembrar.
Lembrando hoje o que eu ontem lembrei, a coisa lembrada agora é diferente da lembrança antes. Cada dia é novo dia. Já não sou quem fui horas atrás. Meu ser é devir. Não sou nunca: eu me torno, sempre. Sou aquele que ainda não é, e sou também o que deixou de ser. Eu me torno ao me aproximar de ser aquilo que nunca serei, pois, se vier a sê-lo, já estarei em trânsito para outro ser que ainda não sou nem serei, ao ser o primeiro, sempre em trânsito. Inevitável.
Eu juro que entendo isso que eu estou dizendo: espero que vocês também, queridos leitores... Se não, me perdoem!
É complicado? Não é: leia outra vez. Outra mais. Quem foi que leu essas ter vezes? Você ainda é o mesmo de três leituras atrás? Impossível!"
esquecemos memorias, recriamos memorias, completamos lembranças, lacunas, reinterpretamos o passado, lembramos! Inventamos partes do passado!
ai que delicia...
Moral da historia nesse blog... planeje uma bela viagem uma vez na sua vida... e colha os frutos dela, diversos frutos, a vida inteira!Ou ainda, nasça uma lua, meia, minguante, crescente... nunca é a mesma lua que esta nascendo pra quem olha! Imagina ela nascendo do lado oposto entao!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Era jetsons!
Confesso que fiquei meio muito impressionada...
...e ainda querem evitar pandemias virais!!!! O ser humano é a maior pandemia do planeta!!!!
Bom, acho também que da pra ter uma idéia sobre o que postei ha alguns dias sobre o fato de nos, latino americanos, nao conhecermos nossos vizinhos... ("proxima parada...deserto do atacama?"). Ainda mais considerando que a maioria dos "pontinhos" que passam pela América central saindo das terras tupiniquins... sao escalas de voos para a terra do tio, ou seja, apenas uma paradinha so pra tornar a viagem mais cansativa e retardar a chegada ao cobiçado destino! shopshpshopchrompshoshopshopshoppchrompshopshopshopshopchromp
ps final: pobre mata atlantica...
Aproximadamente cada segundo de filme, representa 20 minutos reais. Cada pontinho amarelo é um voo com pelo menos 250 passageiros. Note que os voos dos EUA para a Europa partem principalmente à noite, e retornam de dia.
Pela imagem que o sol imprime no globo, pode-se dizer que é verão no hemisfério norte. Nos pólos norte e sul, não se observa a variação solar."
Fazer a Ponte no Brasil
sábado, 16 de maio de 2009
Acordar
Acordar da cidade de (Lisboa), mais tarde do que as outras, Acordar da Rua do Ouro, Acordar do Rocio, às portas dos cafés, Acordar E no meio de tudo a gare, que nunca dorme, Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono. Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar, Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo. À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma, E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo. Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne, Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha, Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom, São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada, Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes, Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste, Seja A mulher que chora baixinho Entre o ruído da multidão em vivas... O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito, Cheio de individualidade para quem repara... O arcanjo isolado, escultura numa catedral, Siringe fugindo aos braços estendidos de Pã, Tudo isto tende para o mesmo centro, Busca encontrar-se e fundir-se Na minha alma. Eu adoro todas as coisas E o meu coração é um albergue aberto toda a noite. Tenho pela vida um interesse ávido Que busca compreendê-la sentindo-a muito. Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo, Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas, Para aumentar com isso a minha personalidade. Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio E a minha ambição era trazer o universo ao colo Como uma criança a quem a ama beija. Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras, Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo Do que as que vi ou verei. Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações. A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos. Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca. Dá-me lírios, lírios E rosas também. Dá-me rosas, rosas, E lírios também, Crisântemos, dálias, Violetas, e os girassóis Acima de todas as flores... Deita-me as mancheias, Por cima da alma, Dá-me rosas, rosas, E lírios também... Meu coração chora Na sombra dos parques, Não tem quem o console Verdadeiramente, Exceto a própria sombra dos parques Entrando-me na alma, Através do pranto. Dá-me rosas, rosas, E lírios também... Minha dor é velha Como um frasco de essência cheio de pó. Minha dor é inútil Como uma gaiola numa terra onde não há aves, E minha dor é silenciosa e triste Como a parte da praia onde o mar não chega. Chego às janelas Dos palácios arruinados E cismo de dentro para fora Para me consolar do presente. Dá-me rosas, rosas, E lírios também... Mas por mais rosas e lírios que me dês, Eu nunca acharei que a vida é bastante. Faltar-me-á sempre qualquer coisa, Sobrar-me-á sempre de que desejar, Como um palco deserto. Por isso, não te importes com o que eu penso, E muito embora o que eu te peça Te pareça que não quer dizer nada, Minha pobre criança tísica, Dá-me das tuas rosas e dos teus lírios, Dá-me rosas, rosas, E lírios também..
Álvaro de Campos
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Centro do Teatro do Oprimido
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Relatório de poeta é assim...
A primeira visita... eu ainda não havia nascido...
Daruê Maluno I
Dia 26.03.2002 (terça-feira)
VISITANDO O ESPAÇO CULTURAL
Visitamos o espaço cultural. Eu e Kalina. Todos nós portas fechadas, entreabrindo janelas cheias de tentativas frustradas de discrição. O reencontro com Kalina. O encontro com Daruê Malungo. A entrevista com Vilma. Cento e cinquenta crianças e adolescentes. Cento e quinze na faixa etária de 10 a 18 anos. Realidades. Ensina-se capoeira, maracatu, côco, corte e costura. Ensina-se a confeccionar instrumentos. Ensina-se a viver. Pela manhã, a escola formal. À tarde o Quilombo. Esta lá. Autônomo. Independente. Pulsante. Um organismo. Uma célula de resistência diminuíndo a velocidade da curva descendente. Uma vontade férrea, um constante arranhar de pedras, com as unhas, para espremer um deleite. Prazer em conhecer!
agora sim... eu chegava de surpresa no espaço... paixão à "ante vista"!
Daruê Malungo II
Dia 26.04.2002 (sabado)
CONHECENDO O TRABALHO DO GRUPO
17hs
Finalmente o palpável, o visível, sendo tecido exatamente do invisível, do quase nada. De algum lugar onde existe um poço de cores. Dança pura. Suores. Odores. Símbolos de corpo em movimento. Movimento. Aqui e ali instrumentos "maiores do que o músico" no dizer de Kalina e era mesmo uma alfaia gigantesca retumbando a partir de mãos ainda infantis, mas guiadas pelas doces e seguras mãos do mestre Meia-Noite.Nos sábados, a cada 15 dias, ha apresentações abertas ao público: danças e shows percussivos, capoeira e cavalo marinho, este último representado pelo menos através das figuras de Mateus e Bastião. Meia-Noite, sua família, e Chão de Estrelas, provando que é possível, mostrando a inversão da nova ordem mundial: Daruê Malungo é ver pra crer.Depois das apresentações, outra entrevista, dessa vez Meia-Noite nos dizia a mim e a Tatiana já em sua casa:" Eu faço um trabalho voluntário aqui. Se chegar ajuda, ótimo. Se não chegar eu tenho que continuar fazendo.""Agora, estou sendo convidado para fazer algumas oficinas de dança em Paris. Lá, eu fico quinze dias. Depois volto pra Recife. Logo depois viajo para Cuba. Depois volto para Recife. Depois o sertão. Depois o agreste. Fica muito difícil pra mim ficar aqui. Eu queria nunca sair daqui. E mais ainda que a gente vai pra esses lugares, com passagem paga e muitas vezes sem dinheiro prum cigarro, para um extra, para comprar uma lembrancinha pra trazer pra casa. E como eu vou explicar às crianças que ando de avião e não tenho dinheiro para a merenda?"" O espaço está aberto meu irmão, para você mostrar a sua arte. Independente de universidades, de governo, de político. Venha quando quiser."
“Daruê, significa Força. Malungo, Companheiros”
E fomos! Por 3 anos fomos espontaneamente e apaixonadamente lá!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Eu coleciono...
Eu coleciono pessoas... e esta é a minha coleção mais preciosa... e que possui os artigos mais raros e difíceis de se encontrar. Porque não é qualquer pessoa que vai ficar sentadinha na minha prateleira imaginária. E também não há um critério claro para selecionar cada uma delas. Elas não precisam ser amigos, parentes ou ídolos. Não! É algo assim meio subjetivo, forte, único. São pessoas efêmeras, passageiras, raras, estranhas, diferentes. Tem algumas onipresentes e outras que por mais que sejam recorrentes ou breves, são intensas, profundas, marcantes. Algumas devem ser oníricas, não é possível que (ainda? talvez?) existam! Eu devo ter sonhado com elas... é, devo. Autênticas! Isso! Definitivamente são pessoas autênticas. Que por mais rápido que tenham cruzado o meu caminho, interferiram significativamente nele. Seres humanos que fazem toda a diferença! Que tornam o mundo mais mundo, mais divertido, diversificado, menos sério! Que simplemente surpreendem!
O planeta não seria o mesmo se eu vendesse ou perdesse um único exemplar dessa minha coleção! Pode levar anos, mas cada vez que eu coloco um item na minha prateleira...ahhh...
Eitaaaa! Adquiri dois na viagem!
sábado, 2 de maio de 2009
Meu caro amigo me perdoe por favor...
Agora França está com Boal. Ou Boal está com França ... e eu acordei me sentindo um pouco... muito mais órfã...
Foto de Mateus Sa
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
falta, ô se falta!!

Falta mais tia Rosa no mundo meu deusao!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Próxima parada...deserto do Atacama?
Ainda não tive a sorte de estar no Chile, mas ao longo destes anos de existência tive a oportunidade de conhecer alguns chilenos que moram ou já estiveram no Brasil. Minhas impressões são bem diferentes destes nossos colegas de continente! Primeiro porque uma das minhas melhores amigas é uma chilena... chegou por aqui com seus dois aninhos e a partir dos sete crescemos juntas (algumas fases mais outras menos..., mas sempre por perto). Um salve à cidade de “Concepcion” que concebeu esta pessoinha tão querida e tão chilenamente brasileira!
Uma das mulheres que também mais admiro é uma chilena, e não por coincidência é a sua mãe!Um símbolo de força e luta, acho que muitas mulheres brasileiras teriam muito a aprender com ela (e muitas tenho certeza que aprendem através das suas cobiçadas aulas de espanhol). Ē uma pena que atualmente nós tenhamos tão pouco contato!
Amigão de escola foi um chileno. Não sei com quantos anos chegou, e nem há quantos anos não o vejo, mas sei que adoro esse cabra e quando nos encontrarmos em um corredor de supermercado vai ser como se tivéssemos nos visto sempre!
Em Olinda conheci um grupo de chilenos que trabalhava com teatro de sombras Não eram tão talentosos quanto simpaticos, gente de primeira linha, mergulhando no experimental - quem sabe de olho no profissional - enquanto desbravavam territórios desconhecidos. Tinha também um outro grupo de conterrâneos seus que eram músicos e que fizeram muito pernambucano arretado dançar ritmo latino! Não vou me esquecer do dia em que tocaram em uma festa lá em casa e que foi simplesmente inesquecível!
Mas perambulando pela América latina... nenhum chileno... nenhum.. aliás, quase nenhum latino americano também... Apenas os “gringos”! Eu considero esse o maior defeito nosso, incluindo ai os chilenos e os brasileiros... viajamos muito pouco pelas nossas terras tão suadas e cobiçadas! Nós latinos, não conhecemos a América Latina, e conseqüentemente não nos conhecemos também! Ah, então vamos parar de falar dos nossos vizinhos e vamos lá tomar uma cerveja gelada com eles!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Vai pra Penha!!
Eu nao sei aonde fica exatamente a Penha, pelo menos essa Penha para onde mandavamos todos esses seres, atraves de gestos, atos e pensamentos, so sei que ela deve estar lotada! Porque gente assim tem em todo lugar...às pencas!
...até que...
... nos fomos parar na PENHA!!!!!!! HAHAHAHAHAH
Mas uma Penha muito legal, cheia de gente querida e pra cima! Uma Penha regada a drinks, musica, poesia, recitais, malabares, risadas, abraços e uma bela ressaca! Essa com certeza era a Penha do bem!
....modéstia à parte
Penha, Alajuela - Costa Rica - março de 2006
ps: atençao especial para a Gabi que também esta presente na foto!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Alguns norteamericanos bem que queriam ter nascido um pouquinho mais "brasilamericanos"!
Nation beat
Som from Nova Yorque com muitos condimentos brasileiros...
...né Murilo?? roubei do seu bloggg
aproveito esse video pra sonoilustrar a minha atual fase!!
Aonde tem cerveja...
terça-feira, 14 de abril de 2009
Escritor, fotógrafo, mexicano, e otras cositas más…
Editora: Paz e Terra
Origem: Nacional
Ano: 1996
Edição: 1
Número de páginas: 162
Acabamento: Brochura
Formato: Bolso
Complemento: Nenhuma
segunda-feira, 6 de abril de 2009
CIRCULAR 1 OU 2??
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Mentira...
sábado, 28 de março de 2009
A arte de expressar - fotografias e escultura
Hospital psiquiátrico: pacientes pintam, esculpem; são – à sua maneira – felizes. Um repórter entrevista um louco varrido. O homem deslumbrava visitantes com suas esculturas fantásticas, em recém-inaugurada exposição.
- É difícil esculpir? – perguntou o jornalista.
- Fácil – disse o louco. – Ficando calmo, o resultado é melhor.
- Calmo eu sei, mas como é fazer melhor?
- Você pega uma pedra grande. Pensa em alguém: veja essa pessoa na imaginação, inteira. Olhos fechados, do jeito que você vê! Escultura não é retrato – quem faz retrato é a câmera. Você é artista. Imagina, pega o martelo, o cinzel, e tira da pedra tudo que não seja essa pessoa! Joga fora o resto e só deixa na pedra esse alguém!
É fácil ser artista: basta ser louco!
É fácil ser louco: basta ser artista!
Hamlet e o filho do padeiro
Augusto Boal
A meus mestres da escultura... Antonio Van Acker e Néia!

sexta-feira, 27 de março de 2009
A arte de expressar - fotografias e desenhos



A arte expressar - fotografias

...no mar
ou foi o contrario?
(San blas, 2007)
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
A Terra, a mulher, a explosao!
Vulcao Pacaya - Guatemala - junho 2006
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Trégua!
Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus."
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
PRONTA?!?!?!
Hamlet (ato 5, cena 2).
sábado, 10 de janeiro de 2009
Meta 2009: Traduzir se
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
VAMOS AO MEXICO?
Comentário extraído do livro México - 5a. edição
Atravessando a fronteira da Guatemala rumo ao México! Julho 2006






