Uma amiga deu de cara com o Arnaldo Antunes na livraria cultura e sua reaçao imediata foi se enfiar atras de um livro,inteirinha, rsrsrsr. Acho que eu teria a mesma reaçao. é foda dar de cara com um cara foda!
Debaixo D'agua
Arnaldo Antunes
Composição: Arnaldo Antunes
Debaixo dágua tudo era mais bonito
mais azul mais colorido
só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Debaixo dágua se formando como um feto
sereno confortável amado completo
sem chão sem teto sem contato com o ar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Debaixo dágua por encanto sem sorriso e sem pranto
sem lamento e sem saber o quanto
esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar
Debaixo dágua ficaria para sempre ficaria contente
longe de toda gente para sempre
no fundo do mar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Debaixo dágua protegido salvo fora de perigo
aliviado sem perdão e sem pecado
sem fome sem frio sem medo sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar
Debaixo dágua tudo era mais bonito
mais azul mais colorido
só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
(Arnaldo Antunes)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Viagem para o espaço
Relatividades...
" Quando se está na órbita da Terra, ao olhar para baixo, vêem-se lagos, rios, penínsulas... Voa-se rapidamente sobre mudanças de topografia, como montanhas cobertas de neve, desertos ou cinturões tropicais – tudo muito visível. Passa-se por um nascer e um pôr-do-sol a cada 90 minutos. Ao sair da órbita terrestre, ... enxerga-se de um pólo ao outro e de um oceano para outro sem sequer virar a cabeça. Literalmente vê-se a América do Norte e a América do Sul dobrando a esquina, enquanto a Terra gira em torno de um eixo invisível, e então, milagrosamente vê-se a Austrália, depois a Ásia e, a seguir, as Américas vêm substituí-las. ... Começa-se a perceber como é pequena a nossa compreensão de tempo. ... Perguntamos a nós mesmos: onde estou, no espaço e no tempo? Vemos o sol se por na América e tornar a nascer na Austrália. Olhamos “para casa”... e não vemos as barreiras de cor, religião e política que dividem este mundo."
Eugene A. Cernan, astronauta das missoes lunares Gemini e Apollo, in "O que é vida" de Lynn Margullis & Dorion Sagan
" Quando se está na órbita da Terra, ao olhar para baixo, vêem-se lagos, rios, penínsulas... Voa-se rapidamente sobre mudanças de topografia, como montanhas cobertas de neve, desertos ou cinturões tropicais – tudo muito visível. Passa-se por um nascer e um pôr-do-sol a cada 90 minutos. Ao sair da órbita terrestre, ... enxerga-se de um pólo ao outro e de um oceano para outro sem sequer virar a cabeça. Literalmente vê-se a América do Norte e a América do Sul dobrando a esquina, enquanto a Terra gira em torno de um eixo invisível, e então, milagrosamente vê-se a Austrália, depois a Ásia e, a seguir, as Américas vêm substituí-las. ... Começa-se a perceber como é pequena a nossa compreensão de tempo. ... Perguntamos a nós mesmos: onde estou, no espaço e no tempo? Vemos o sol se por na América e tornar a nascer na Austrália. Olhamos “para casa”... e não vemos as barreiras de cor, religião e política que dividem este mundo."
Eugene A. Cernan, astronauta das missoes lunares Gemini e Apollo, in "O que é vida" de Lynn Margullis & Dorion Sagan
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