"Para que tudo isso?, queixou-se consigo. Pensara em esquece-lo, mas fora inutil. Estava tudo ali, principalmente os momentos finais de cada encontro. Era quando algo indevido acontecia de repente. Algo ireemediavel. Ele o explicava pelo nervoso da separaçao. Ela ja nao sabia o que seria melhor: falar o minimo possivel para evitar mal-entendidos ou, ao contrario, falar, falar aos borbotoes, em panico, para nao dar chance aos temiveis vazios. Ela agora ja sabia que exatamente no umbral da despedida havia aquele momento fatal, que determinava de que lado ficaria o sofrimento até o encontro seguinte."
O Acidente, Ismail Kadaré
quinta-feira, 8 de julho de 2010
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